quarta-feira, 24 de março de 2010

Desintegração

Para Augusto dos Anjos

Certos dias, tudo se desintegra dentro de mim...
A distância entre o que sou e o que quero aumenta sem fim
A tristeza se propaga silenciosamente com um vírus,
Alimentando-se de tudo que brilha em meu corpo
Ao som da sinfonia deplorável de grito de um anjo morto.

Sentado em meio a labaredas do meu inferno interno
O som passa cortando minha pele congelada em frio eterno.
Lágrimas perfeitas esfaqueiam sorrisos em pânico
Pensamentos se enfrentam em bagunça simétrica
Desfilam horrores, desejos e lembranças heréticas.

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